sábado, 14 de julho de 2012

Dias de café

Foto tirada em Serra Talhada. Homenagem a minhas amigas.

Primeiro um aviso sobre o texto, o mesmo não terá nada de relevante, nem caricias silenciosas de afagar os corações, ou colocar borboletas na barriga, na verdade vou mudar o título desse texto a partir daqui, para: Dialogo Sacal.
Tentei escrever uma apresentação despudorada e marxista como eu geralmente sou, mas não seria completamente sincera, e argumentos sobre meus pensamentos do mês não teriam tanto êxito, no máximo conseguiria cansar os leitores, pelo simples fato, de ser o tipo de pessoa mais comum no mundo. Eu sou chata, e acredito que essa característica é como qualquer outro aspecto de personalidade.
Não diferente de muitas pessoas por ai, tenho traços de chatice bem marcados, que combinam com minha rotina, ser chata, chato, é algo com exatidão, precisa ser cultivado desde pequeno, é quando está no jardim de infância e não empresta o lápis de colorir aos amiguinhos, no ensino fundamental não dá cola aos coleguinhas de turma, ou ensino médio que não pedem a borracha emprestada, pelo simples fato de ninguém saber o que vai responder.
E incluímos alguns requintes de crueldade para quem quer progredir no ramo, ler ou assistir coisas que ninguém queira perder tempo fazendo, contar com a boa vontade de alguém que tenha o mínimo de bom senso para te ouvir, e decore comigo as seguintes frases: “Como assim você não leu isso (fale o nome de um autor de Mitologia Nórdica)”, “Não assistiu (Diretor da década de 50), mas ele é um clássico”, ou ainda, “Marcel Proust é uma leitura obrigatória”, critique livros de auto-ajuda, romances populares, Sidney Sheldon ou Paulo Coelho, oriente seu desafeto literário. Mesmo que não tenha lido dois livros inteiros deles. Aprender essas frases e modos, é meio caminho andado para o nível chato de galocha ou de cinismo auditivo, e esse último, tem o caráter de não ouvir os outros em momento algum. Com esses passos simples, nós chatos conseguimos estragar qualquer filme, de comédia, terror, ação ou romance, esse último na verdade funciona na vida literal de qualquer chato, como? Assistir, ler, ouvir, algo completamente desconhecido e dedicar à pessoa amada, que também não tem ideia do que seja isso.
Quem leu até aqui e entendeu o texto como uma crítica a essa perspectiva chata de mundo, é na verdade tirando alguns exageros do texto, acredito que cada um tem sim, um traço de chatice, cada qual tenta esconder em determinados momentos, mas ele sempre aparece, afinal, nós seres humanos por vezes acordamos virados, irritados, ou já sabemos de algo, ou simplesmente não queremos ouvir sobre determinado assunto, ou ainda gostamos de algo incomum que não é de interesse geral.
Ninguém é engraçado o tempo todo. E mesmo que alguns sejam chatos uns mais que outros, o importante é, o chato não está sozinho em sua chatice.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia Mundial do Rock!!




Algumas curiosidades sobre a história do Rock:

A expressão Rock and Roll - literalmente significa "balançar e rolar", fazia parte da gíria dos negros americanos desde as primeiras décadas do século XX, para referir-se ao ato sexual. Assim, ela já aparecia em várias letras de blues e rhythm’n’blues como "Good Rockin’ Tonight" (1947), de Roy Brown - antes de ser adotada como nome do novo estilo musical, que surgiu nos anos 50, com Bill Halley e Elvis Presley, e consistia basicamente na fusão desses ritmos negros com a branquela música country. Esse batismo costuma ser atribuído ao disc-jóquei americano Alan Freed (1922-1965), cujo programa de rádio foi um dos principais responsáveis pela popularização da nova onda, altamente dançante, que logo contagiou toda a juventude do país e do mundo.




Porque 13 de julho? - Mas porque 13 de julho? Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial. Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas. Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países.





O disco mais vendido de todos os tempos -  Empate  técnico entre o The Wall (1979), do Pink Floyd, e Led Zeppelin IV (1971), do Led Zeppelin, ambos na casa das 40 milhões de cópias. É impossível obter uma resposta mais precisa, porque não existe uma instituição que levante os números de venda de discos em todo o globo. O Guinness, o "livro dos recordes", aponta como álbum mais vendido de todos os tempos Thriller (1982), de Michael Jackson, com vendagem hoje calculada em 47 milhões de cópias. Mas ninguém classificaria esse disco na categoria rock.



Como surgiram os nomes de algumas bandas:

Tanta gente perguntava a origem do nome para John Lennon que cada vez ele inventava uma história diferente. A mais aceita é que o primeiro nome, The Beetles ("Os Besouros"), foi inspirado na banda The Crickets ("Os Grilos"). O "a" veio depois, por idéia de Lennon, que gostou do trocadilho com beat (ritmo, batida).





Guns n'Roses
Axl Rose teve uma banda chamada Hollywood Rose até 1985, quando formou outra com o guitarrista Tracii Guns, do L.A. Guns. O nome escolhido para o novo time foi uma mistura dos dois anteriores. Tracii só serviu para batizar a banda, pois logo deixou o grupo para dar lugar ao cabeludo Slash.

AC/DC
Angus e Malcolm Young se inspiraram na máquina de costura da irmã deles, que tinha a inscrição AC/DC(corrente alternada/corrente contínua, que indica que o aparelho funciona tanto na tomada quanto com bateria). Eles não sabiam que a sigla também é uma gíria para bissexuais.

Rolling Stones
Rollin’ Stone era o nome de um blues de Muddy Waters, ídolo do guitarrista Brian Jones, que decidiu botar o nome da música (cuja letra dizia que "pedra que rola não cria musgo") na banda. O "g" veio anos depois, dada a insistência de um empresário em prol do inglês correto.

Led Zeppelin
Keith Moon, baterista do The Who, disse a Jimmy Page que a banda dele iria voar como um balão de chumbo. Daí o nome "zepelim de chumbo", lead zeppelin. Depois Page tirou o "a" para que os fãs do grupo não pronunciassem "lid" - som que lead tem quando significa liderança.

Foo Fighters
Na 2ª Guerra, os pilotos americanos freqüentemente viam bolas de fogo e objetos não identificados enquanto sobrevoavam a Europa. Eles chamaram aquelas coisas de foo fighters: foo era o jeito americano de dizer as palavras francesas feu ("fogo") ou fou ("louco").

Ramones
Pura inspiração nos Beatles. Paul McCartney usava o nome Paul Ramon para evitar a imprensa quando dava entrada em hotéis. O baixista Douglas Colvin gostou da idéia, mudou seu nome para Dee Dee Ramone e convenceu os colegas a fazer o mesmo.

Limp Bizkit
Há duas teorias não confirmadas, cada uma com um significado da palavra limp. Na primeira, ela significa "mole", e o biscoito mole seria o cérebro do vocalista Fred Durst sob efeito da maconha. Mas a palavra também significa "manco", como um cachorro de Durst que se chamava Biscuit – a outra possível inspiração.

Sex Pistols
O nome da banda punk inglesa foi idéia do seu empresário. Malcolm McLaren se inspirou na sua butique de roupas, a Sex, e pensou que ficaria legal estender a marca para o nome da banda, acrescentando a palavra "pistola" para dar uma conotação ainda mais fálica àquele sexo punk.

Legião Urbana
Depois do fim da banda Aborto Elétrico, Renato Russo começou a tocar com o baterista Marcelo Bonfá. Antes de Dado Villa-Lobos aparecer, a idéia dos dois era revezar guitarristas e tecladistas para completar a banda. Uma legião de músicos, no caso.

Os Replicantes
No filme Blade Runner (1982), replicantes eram os andróides criados como réplicas dos humanos que acabavam se revoltando contra seus criadores. História perfeita para a banda punk gaúcha, numa época em que o filme com Harrison Ford era a coisa mais modernosa do mundo.

Paralamas do Sucesso
A banda de Herbert Vianna poderia se chamar As Plantinhas da Mamãe ou As Cadeirinhas da Vovó – o grupo ensaiava na casa da avó do baixista Bi Ribeiro. Foi ele que teve a idéia de mudar para Paralamas, que todos acharam curioso e ridículo o suficiente.

Capital Inicial
O nome da banda de Brasília não tem nada a ver com a capital federal. É que, como os músicos do grupo cantavam em festas e baladas só de brincadeira, não tinham dinheiro pra começar uma carreira profissional. Ou seja, faltava o "capital inicial".

Biquíni Cavadão
Quando tocavam músicas de Kid Abelha e Paralamas do Sucesso, o grupo de estudantes adolescentes recebeu uma visita do ilustre Herbert Vianna, que comentou: "Se eu tivesse essa idade, só pensaria em mulher, carros e biquíni cavadão". Daí pegou.






quarta-feira, 11 de julho de 2012

Vou postar... tô inspirada hoje, mesmo não tendo criatividade pra pôr um título nessa bagaça. Mas... essa inspiração aí não é daquelas mais românticas, sabe? Tá mais pra um incômodo, uma vontadezinha de gritar bem alto: POR QUÊÊÊ??? Ou melhor: WTF??? (combina mais comigo.) 
Geralmente esses berros ecoam até o meu hipotálamo, só. Ainda me resta o mínimo de discrição, já que há um tempo atrás eu tentava ao máááximo amar o universo, semear esse sentimento nas pessoas e me tornar um ser humano exemplar... entretanto, acontece que, eu achei um botãozinho escrito "foda-se", corri pra apertar e... POFT! Emperrou.
Não, não é pra tanto mesmo, mas poderia ser. Sorte minha e dos seres vivos que me cercam. Sejai, para todo o sempre a minha histeria, mental. Ou não, né. Acho que dá pra ouvir tudinho só de olhar pra minha cara... delicadas expressões faciais de Little Mitsunshine. 
Mas o espectro maligno das mais gélidas e profundas redondezas das trevas, o qual entranha sob minhas escassas carninhas e faz coçar a barba até arrancar as bochechas, manifesta-se através de uma arrebatadora depressão paradoxalmente complementar a uma estrangulante vontade de viver e fazer coisas. Úteis, de preferência. Capisce? 
Chove lá fora e aqui, faz tanto frio, eu tô com febre, sem dinheiro, numa cidade chamada Santo Estêvão (é desse jeito mesmo que se escreve). Assim sendo, eu só poderia desenvolver alguma espécie de psicose aguda, tipo um Transtorno Esquizofreniforme, vulgo tédio (de mentirinha, é claro). Até o facebook eu desativei! Só pra fazer alguma coisa diferente e sair da rotina...


Sim, isso tudo só pra anunciar o meu feito, surpresa (!). Saudade de vocês, quenguinhas.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bom, falar de mudança... mudança de ares... de visual...
Vim pra Porto Seguro, minha segunda casa...quem não gostaria...
Sair de cachoeira um pouco...
e melhor ainda é mudar de visual... desde que vim falei que mudaria o corte (mais uma vez)
o tom do cabelo (vermelho amora), e prometi que mostraria a foto...bem tá ai no cais de 
Porto Seguro. Na verdade tá bem mais vermelho que isso. 
E o melhor, eu aprendi que não preciso mais de cabeleireiro...Eu mesma cortei (é a segunda vez que faço isso) e pintei... 
Desapeguei total... nasce tudo novamente se não ficar bom, é só cabelo....
Lembrando a letra da música de Alceu Valença, Tesoura do Desejo: 


"O que é que houve?
  O que é que há?
  O que é que houve, meu amor, você cortou os seus cabelos?
  Foi a tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar!"



Minha mãe, vendo tudo isso, quis que eu cortasse o dela também...Vá lá...
Não sei quem é mais louca, se fui eu que aceitei, ou se foi ela que deixou !!
Mas enfim...e não é que ficou bom ai posto a foto para vocês verem o resultado, 
e agora eu digo que não foi corte de cabelo, e sim escultura capilar.....heheh, só podia ser coisa de estudante de artes....!!!




Mas lindo esse mar não é!!!

O Começo de Tudo

Um belo dia estava eu navegando nas ondas da net, e jogando conversa fora, com minha colega de casa, Nane, quando perguntei se ela gostava de escrever poesia, ela me disse que sim, e mostrou algumas que tinha no blog antigo dela. Então, tive a "grande ideia" de criar um blog nosso, já que também gosto de escrever,  perguntei se ela topava, ela disse que sim! Até esquecemos o assunto, enfim viajamos e nada saiu da intenção.
Então aqui estou eu, na difícil tarefa de iniciar alguma coisa, partir de algum ponto. Porque tenho sentido uma necessidade imensa de falar e compartilhar pensamentos e interesses. E pensando bem... vejo como sou privilegiada, pois onde moro e estudo, Cachoeira-Ba, convivo com pessoas interessantes, criativas, e que sempre têm algo a acrescentar, sejam meus colegas e amigos de faculdade, sejam as pessoas da cidade...é um ambiente inspirador.
E foi pensando nisso, que resolvo começar este blog e convido especialmente além de Nane que já é administradora do Blog, outras pessoas que adoro, para conversarmos compartilharmos idéias, fotos, filosofias, poesias e interesses diversos. 

Ah sim já ia me esquecendo! O porque do nome, bom! Essa é homenagem à essas mulheres da minha vida cachoeirana, que sempre estão dispostas à um cafezinho, porque somos movidas à cafeína, muitas vezes ela nos salvou em momentos de aperto...Vocês mulheres, sabem do que estou falando.
 E especialmente, se é pra jogar conversa fora, falar e se manter lúcida e acordada que venha ela!!! A Cafeína!!